Este blog é um veículo de comunicação vinculado ao Núcleo de Produção Científica da Funesa / NPC-Funesa.
Aracaju - Sergipe, Brasil
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quinta-feira, 16 de julho de 2015

NPC-Funesa se associa à UFS para realizar pesquisa financiada por MS/SCTIE

A boa relação interinstitucional entre a Fundação Estadual de Saúde / Funesa e Universidade Federal de Sergipe / UFS é evidente desde a criação da Funesa, em 2008. O próprio NPC-Funesa surgiu a partir da colaboração da UFS que representada pelo seu Reitor, o Prof. Dr. Ângelo Roberto Antoniolli, apoiou efetivamente o desenvolvimento do projeto "Ciência em Gotas" mediante designação do Prof. Dr. João Carlos Queiroz para coordená-lo.

Alguns membros do NPC-Funesa apreciando o Edital.
Quando o NPC-Funesa teve acesso ao Edital nº 1, de 28/05/2015 do MS/SCTIE e o conteúdo foi apreciado em reunião percebemos a complexidade da proposta, sobretudo, quando comparada às nossas limitações de núcleo de pesquisa incipiente inserido numa instituição que ainda não tem clareza do nosso papel. Entretanto, achamos que deveríamos criar o fato, ou seja, submeter projeto dentro da Linha de Pesquisa 7: Qual o impacto na saúde dos trabalhadores expostos à múltiplas classes de agrotóxicos e o impacto financeiro das intoxicações por agrotóxicos para o SUS? e, uma vez sendo contemplado, iríamos negociar com a direção da Funesa as condição de execução da pesquisa até porque a Funesa figuraria como instituição proponente. Mas outros problemas como o pouco tempo disponível para a elaboração do projeto nos fizeram repensar e buscar outras alternativas para não ficar de fora dessa iniciativa do Ministério da Saúde. E a alternativa foi se associar à UFS que também submeteria projeto dentro da mesma linha de desejo do NPC-funesa.

Foi então que no último dia 13 de julho, a partir de uma articulação da coordenação da Escola Técnica do SUS de Sergipe / ETSUS-SE na pessoa do prof. Alessandro Reis, a profa. Tânia Santos (coordenadora do NPC-Funesa) compareceu a uma reunião na UFS, ocasião em que conheceu a profa. Tereza Raquel e a conversa evoluiu com a inserção do NPC no grupo de pesquisa da UFS.

Na manhã do dia 14 de julho recebemos a profa. Tereza Raquel em reunião nas dependências da Funesa, ocasião em que ela conheceu outros membros do NPC-Funesa, informou que o prof. Valter Joviniano será o coordenador do projeto e expôs as ideias do projeto que em linha gerais são as seguintes:
Alguns membros do NPC-Funesa em reunião com a profa. Tereza Raquel em 14/07/2015
Da esquerda para a direita: Kenya Idamara, Francisco Santana, Tereza Raquel e Tânia Santos
  • a abordagem principal será a do impacto na saúde dos trabalhadores e secundariamente será verificada alguma interface de impacto financeiro, provavelmente no que diz respeito à agravos crônicos.
  • o campo de estudo dentro do Estado de Sergipe será a regional de Aracaju, que compreende os municípios de  Aracaju, Barra dos Coqueiros, Divina Pastora, Itaporanga D´Ajuda, Laranjeiras, Riachuelo, Santa Rosa de Lima e São Cristóvão.
  • os sujeitos da pesquisa serão os Agentes de Endemias desses municípios e talvez seja feita uma correlação com os Agentes Comunitários de Saúde.
  • o recorte temporal deverá ser de seis meses. 
Por fim, a profa. Tereza Raquel informou que o projeto será desenvolvido pela UFS em associação com a Fundacentro e a Funesa representada pelo NPC-Funesa e pela ETSUS-SE.

Da parte do NPC-Funesa, avaliamos que o desenvolvimento desse projeto em parceria com a UFS será extremamente rico para o futuro desse principiante e aguerrido núcleo de pesquisa. A Funesa, o Sistema Único de Saúde e a sociedade sergipana colherão os frutos desse projeto.

Boa Sorte!

Texto de autoria de José Francisco de SANTANA, revisado por Tânia Santos de Jesus, Kenya Idamara  de Mendonça e Flávia Priscilla Tenório.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NPC-Funesa planeja submeter projeto à edital MS/SCTIE

Está aberto de 01 de junho até 15 de julho de 2015 o período para submissão de projetos de pesquisa em atendimento ao chamamento público regulado pelo Edital Nº 1, de 28 de maio de 2015, oriundo do Ministério da Saúde (MS) / Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e, para apreciar o conteúdo do edital, a coordenação do NPC-Funesa convocou reunião extraordinária nos dias 26 e 30 de junho de 2015, ocasiões em que alguns membros interessados em discutir a questão compareceram.

Na reunião do dia 26 de junho foi feita a leitura coletiva do edital e apreciadas as vinte e três linhas de pesquisa disponíveis para a adesão e o grupo sinalizou desejo de desenvolver projetos nas seguintes linhas:
  • Linha 4: Quais especialidades e regimes de atendimento ampliam a efetividade e resolutividade nas Unidades Básicas de Saúde?
  • Linha 7:  Qual o impacto na saúde dos trabalhadores expostos a múltiplas classes de agrotóxicos e o impacto financeiro das intoxicações por agrotóxicos para o SUS?
  •   Linha 20: Quais os protocolos de encaminhamento, telediagnóstico e teleconsultoria são mais custo-efetivos nas diferentes áreas vulneráveis cobertas pelo Programa Mais Médicos? 
Alguns membros do NPC-Funesa que deverão desenvolver projeto de pesquisa relativo  ao Edital Nº 1 do MS/SCTIE
Na reunião do dia 30 de junho, após avaliar os cenários disponíveis, o grupo elegeu a Linha de Pesquisa 7: Qual o impacto na saúde dos trabalhadores expostos a múltiplas classes de agrotóxicos e o impacto financeiro das intoxicações por agrotóxicos para o SUS? Nesta reunião também definiu-se pelo nome da Profa. Dra. Eleonora Martins para coordenar a referida pesquisa.

Tomadas as decisões, a Profa. Eleonora Martins passou a conduzir os trabalhos, delegando tarefas aos membros do grupo, objetivando a elaboração do projeto, uma vez que o tempo disponível expira dia 15 de julho de 2015. Novo encontro ficou agendado para o dia 06 de julho de 2015.

Boa Sorte!

Texto de autoria de José Francisco de SANTANA, revisado por Tânia Santos de Jesus, Kenya Idamara  de Mendonça e Flávia Priscilla Tenório.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) é objeto de pesquisa em Sergipe.

Por:
Francisco Santana.
Flávia Tenório.
Tânia Santos.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS) / Departamento de Informática do SUS (DATASUS), o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) foi desenvolvido em 1975 com a finalidade de obter, regularmente, dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública. Trata-se de um produto resultante da unificação de mais de quarenta instrumentos utilizados ao longos dos anos, para coleta de dados sobre mortalidade no país, e cuja informatização aconteceu em 1979.

Percorrendo-se a linha do tempo, observamos que o transcurso de doze anos coincide com a implantação do SUS / Sistema Único de Saúde e o SIM, sob a premissa da descentralização, teve a coleta de dados repassada à atribuição dos Estados e Municípios, através das suas respectivas secretarias de saúde.

Segundo o MS/DATASUS, portanto, o SIM é de abrangência municipal e estadual e tem a finalidade de reunir dados quantitativos e qualitativos sobre óbitos ocorridos no Brasil. As suas variáveis permitem, a partir da causa mortis atestada pelo médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas diversas; o que torna o SIM uma importante ferramenta para a eficiência da gestão na área da saúde.

Ainda segundo o MS / DATASUS, essas são as funcionalidades do sistema SIM:
  • Declaração de óbito informatizada;
  • Geração de arquivos de dados em várias extensões para análises em outros aplicativos;
  • Retroalimentação das informações ocorridas em municípios diferentes da residência do paciente;
  • Controle de distribuição das declarações de nascimento (municipal, regional, estadual e federal);
  • Transmissão de dados automatizada utilizando a ferramenta SISNET, gerando a transmissão de dados de forma ágil e segura entre os níveis municipal > estadual > federal;
  • Backup on-line dos níveis de instalação (municipal, regional e estadual). 
Desde o mês de julho de 2014 pesquisadores da FUNESA vinculados ao Núcleo de Produção Científica (NPC-FUNESA) estão empenhados numa pesquisa intitulada "Estudo sobre o sentido e o significado do curso de codificação para a qualificação do SIM em Sergipe: um diálogo com os alunos-trabalhadores". Trata-se de estudo que pretende compreender se o referido curso, que aconteceu entre 21 a 25 de julho de 2014, contribuiu para a reformulação nas práticas cotidianas desses trabalhadores.
Pesquisadores do NPC-Funesa
Da direita para a esquerda: Francisco Santana, Tânia Santos, Kênya Idamara e Flávia Tenório
Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, prospectivo e retrospectivo que, a partir da aplicação de quatro questionários, analisou a percepção de 14 (quatorze) trabalhadores que desenvolvem a função de codificadores junto ao Sistema de Informação de Mortalidade das Secretarias de Saúde dos municípios de Malhador, Tomar do Geru, Itabi, Pacatuba, Ribeirópolis, São Cristóvão, Santo Amaro das Brotas, Pinhão, Arauá, Muribeca, Maruim e Porto da Folha.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram a existência de subnotificações e falhas no preenchimento das declarações que motivaram quanto à necessidade da ação educacional para qualificar a rede que faz a alimentação do SIM, numa perspectiva de avançar na produção e lançamento do dado fidedigno de modo a revelar, de fato, o perfil epidemiológico da mortalidade e propor indicadores  e ações que possam reverter as condições de adoecimento que levam a óbito, por meio de políticas públicas de saúde.

O estudo está em fase final e já possibilita aos pesquisadores concluir que a ação educativa foi válida e valorizada pelos trabalhadores que reconheceram a contribuição desse processo de qualificação para refletir e instituir novas práticas no cotidiano do trabalho.
 
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Referência:
Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Acessado em 02 de junho de 2015 através do link http://svs.aids.br/cgiae/sim/ (acessado em 02 de junho de 2015).

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