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terça-feira, 7 de junho de 2016
domingo, 6 de março de 2016
Materiais didáticos produzidos pela Funesa são fundamentais para as ações educativas no SUS de Sergipe.
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| Materiais editados pela Coged / Funesa |
A coordenação de Gestão Editorial (Coged) vinculada à Fundação Estadual de Saúde (Funesa), já produziu até hoje, cerca de 35 exemplares didáticos pedagógicos que são utilizados nas atividades de Educação Permanente da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Estes materiais são utilizados para capacitar os profissionais das diversas áreas da saúde. Os títulos são nas mais diversas áreas: Educação Permanente, Educação Profissional, Coleção para aprendizagem, para Facilitadores, Guias do Docente, Caderno de Atividades e Guia do Idoso, Cartilha de Avaliação de Desempenho, Atenção à Saúde Bucal, Manual Técnico Operacional da Central SAMU 192 Sergipe, A Reforma Sanitária e Gerencial do SUS em Sergipe, Atenção Psicossocial, Protocolos do Centro de Especialidades Odontológicas, da Microcefalia e da Oncologia (em andamento para edição).
Segundo informações da coordenadora Cilene Fontes, a Coged – é um setor da Funesa que vem colaborando para atender à necessidade de qualificação dos trabalhadores, prestando assessoria vinculada às ações voltadas para a produção e editoração de materiais didáticos e outros relacionados a ações educacionais e assistenciais. Esse trabalho visa contribuir para a melhoria dos processos educativos na saúde do nosso estado e está pautado nos princípios que norteiam o SUS. “ A editora, enquanto veículo de informações técnicas e pedagógicas, é considerada uma ferramenta utilizada para promover a qualificação e formação de profissionais de diversas áreas em todo o Estado, sendo um instrumento de implementação das Políticas Nacionais e Estaduais de Atenção à Saúde em cada área e ações programáticas, associado a uma metodologia que visa à aprendizagem significativa, estimulando o sujeito a refletir e ressignificar suas práticas tomando seu cotidiano de trabalho como espaço de produção de saber”, afirma Cilene.
O processo de produção e editoração de materiais didáticos e gráficos visa: atender ainda a necessidade de uma formação específica nos cursos da Funesa; além da organização e editoração de protocolos, cartilhas, folders e outros documentos técnicos para o uso na atenção à saúde de Sergipe; a organização e diagramação de instrumentos das áreas e apoio técnico geral na editoração das ações da FUNESA/SES e demais fundações; e a elaboração de projetos editoriais e pedagógicos no campo da educação em saúde.
As principais objetos produzidos pela Coged até o momento foram: A elaboração e editoração do material didático-pedagógico para as ações de educação profissional, como os guias do docente e cadernos de atividades do discente para o curso de aperfeiçoamento em Saúde do Idoso e para o Curso Técnico em Enfermagem; os livros para o Curso Técnico em Saúde Bucal e o livro básico (módulo I para a educação profissional). A elaboração, editoração e distribuição da coleção para a educação permanente, que constam de oito volumes.
Cada livro vem acompanhado de um livro direcionado ao facilitador com orientações pedagógicas e outro voltado para o aprendiz, que tem também o papel de representar uma base conceitual para consulta dos profissionais de saúde sobre sua prática cotidiana. Os temas são os seguintes:
- A Reforma Sanitária e Gerencial do SUS no Estado de Sergipe;
- Educação Permanente em Saúde no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política;
- Atenção Hospitalar no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política;
- Manual Técnico Operacional da Central SAMU 192 Sergipe;
- Atenção Básica no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política;
- Vigilância Epidemiológica no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política;
- Atenção à Saúde Bucal no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política;
- Atenção Psicossocial no Estado de Sergipe: saberes e tecnologias para implantação de uma política
A revisão editorial e análise, bem como a editoração dos seguintes objetos:
- Protocolo do CEO (Centro de Especialidade Odontológica);
- Protocolo da microcefalia;
- Cartilha do Programa de Avaliação de Desempenho da Funesa.
A criação de artes de diversos materiais gráficos e suporte editorial geral para as ações da FUNESA/SES e demais Fundações.
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Fonte:
Kitéria Cordeiro
ASCOM / Funesa.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Dengue: flagelo imposto por mosquito desestabiliza as estruturas da Saúde Pública no Brasil.
As doenças, sobretudo as de etiologia microbiana, podem ser disseminadas a partir do favorecimento de fatores como a criação de uma nova rota de comércio, a abertura de uma nova estrada, o aparecimento de conglomerados urbanos, a falta de saneamento, o surgimento da agricultura, os movimentos migratórios humanos e animais, etc. Frequentemente, o homem é responsável pelo surgimento e disseminação de agentes infecciosos. Assim, a história da humanidade pode ser contada a partir de muitos pontos de vista e, talvez, um dos mais fidedignos seja o que relaciona à presença de micróbios patogênicos, sobretudo vírus e bactérias, e sua relação com a espécie humana. A figura ao lado representa um fragmento da capa do livro A história da humanidade contada pelos vírus; de Stefan Cunha Ujvari, publicado em 2012 pela Editora Contexto.
Fazendo uma retrospectiva, constataremos que epidemias e pandemias assolaram e dizimaram milhares de indivíduos humanos no passado, em épocas cujo conhecimento científico era insignificante para fazer frente à tais tormentos que assumiam status de calamidades públicas. Constataremos, também, que vetores, sobretudo artrópodes, foram fundamentais para o sucesso de entidades nosológicas como Trypanosoma cruzi (doença de Chagas), Anopheles darlingi (Malária), Haemagogus janthinomys, Haemagogus leucocelaenus e Aedes aegypti (Febre Amarela), Lutzomyia longipalpis (Leishmaniose), Aedes aegypti (Dengue, Febre Zica, Febre Chikungunya) o que corrobora publicação do Centro de Controle de Doenças (EUA) quando afirmou que desde o século XVII até início do século XX as doenças transmitidas por insetos produziram mais mortes do que todas as outras causas somadas (Duane Gubler - CDC).
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| Exemplos de cenários propícios para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. |
Tratando-se especificamente da dengue, tem-se que é uma das mais importantes doenças reemergentes de etiologia viral no mundo. Até pouco tempo, constituía problema de saúde pública restrito aos países do Sudeste Asiático e da Oceania; mas a partir da década de 1980 a doença disseminou-se pelas Américas, passando-se a registrar vários surtos nos cinco continentes, principalmente em regiões tropicais. É, portanto, doença bem conhecida da comunidade científica e a sociedade possui boa informação acerca do ciclo evolutivo que envolve a existência de pequenas porções de água doce limpa e parada, temperatura ambiente amena e a presença de vetores biológicos, cujo principal representante é o mosquito Aedes aegypti e secundariamente o mosquito Aedes albopictus.
No Brasil, há evidências que apontam para ocorrência de epidemias de dengue desde 1846; mas as primeiras referências a
casos de dengue na literatura médica
datam de 1916, com registro que em 1923 um navio francês aportou em Salvador-BA com casos suspeitos, mas não foram relacionados casos autóctones nesta cidade. Foi a partir da década de 1980 que se iniciou o processo de intensa circulação viral com epidemias explosivas que atingiram praticamente todo o país, uma vez que aproximadamente 70% dos municípios brasileiros estão infestados pelo vetor e há registros de circulação dos quatro sorotipos virais (Den1, Den2, Den3 e Den4) distribuídos aleatoriamente nas regiões do país.
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| Oswaldo Cruz envolvido na rotina laboratorial. |
Por conseguinte, as políticas de controle do Aedes aegypti no Brasil remontam ao início do século XX, sendo emblemática a campanha de combate à febre amarela urbana na cidade do Rio de Janeiro (1902-1907), coordenada por Oswaldo Cruz, ocasião em que foram instituídas as brigadas sanitárias, cuja função era detectar casos de febre amarela e eliminar os focos de Aedes aegypti. A partir de abril de 1990 passou a existir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tendo como uma das atribuição a coordenação nacional das ações de controle da dengue vindo a executar, a partir de 1996, o Plano Nacional de Erradicação do Aedes aegypti (PEAr) cuja principal preocupação residia nos casos de dengue hemorrágica em função do maior risco de letalidade. O plano, elaborado pelo Ministério da Saúde, previa ação integrada com outros ministérios e foi dividido em nove componentes: 1) Entomologia; 2) Operação de campo de combate ao vetor; 3) Vigilância de portos, aeroportos e fronteiras; 4) Saneamento; 5) Informação, educação e comunicação social; 6) Vigilância epidemiológica e sistema de informações; 7) Laboratório; 8) Desenvolvimento de recursos humanos; 9) Legislação de suporte.
O PEAr não conseguiu atingir a meta que era reduzir significativamente o número de municípios infestados pelo mosquito a partir de 1998 e acredita-se que as principais causas do fracasso tenham sido a não-universalização das ações em cada município e a descontinuidade na execução das atividades de combate ao vetor. Mas avalia-se que o plano contribuiu para fortalecer o combate ao Aedes aegypti, uma vez que durante a vigência houve aporte considerável de recursos, embora os focos principais das ações de prevenção ainda fossem o uso de inseticidas e a eliminação de criadouros.
Passados mais de cem anos desde a campanha de combate ao mosquito, capitaneada por Oswaldo Cruz, a sociedade brasileira experimenta uma das mais severas fases nessa relação histórica com o Aedes aegypti, e as iniciativas, atualmente adotadas pelo poder público, parecem não conseguir fazer frente à reemergência da dengue clássica e a emergência da febre hemorrágica de Dengue, febre Zica e febre Chikungunya. O país está, portanto, submetido ao flagelo imposto pelo mosquito.
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Referências:
BRAGA, Ima Aparecida; VALLE, Denise. Aedes aegypti: histórico do controle no Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 16, n. 2, jun. 2007.
GOMES, Almério de Castro et al . Ecologia de Haemagogus e Sabethes (Diptera: Culicidae) em áreas epizoóticas do vírus da febre amarela, Rio Grande do Sul, Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 19, n. 2, jun. 2010.
Teixeira MG, Barreto ML, Guerra Z. Epidemiologia e medidas de prevenção do dengue. Informe Epidemiológico do SUS 1999; 8(4):5-33.
Revisão:
Texto revisado e aprovado na reunião ordinária do Núcleo de Produção Científica da Funesa (NPC-Funesa) realizada no dia 29 de janeiro de 2016.
BRAGA, Ima Aparecida; VALLE, Denise. Aedes aegypti: histórico do controle no Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 16, n. 2, jun. 2007.
GOMES, Almério de Castro et al . Ecologia de Haemagogus e Sabethes (Diptera: Culicidae) em áreas epizoóticas do vírus da febre amarela, Rio Grande do Sul, Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 19, n. 2, jun. 2010.
Teixeira MG, Barreto ML, Guerra Z. Epidemiologia e medidas de prevenção do dengue. Informe Epidemiológico do SUS 1999; 8(4):5-33.
Revisão:
Texto revisado e aprovado na reunião ordinária do Núcleo de Produção Científica da Funesa (NPC-Funesa) realizada no dia 29 de janeiro de 2016.
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