Este blog é um veículo de comunicação vinculado ao Núcleo de Produção Científica da Funesa / NPC-Funesa.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

SUS de Sergipe inicia seleção para Residência Médica 2017.

A Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização, que foi instituída em 5 de setembro de 1977 pelo Decreto Nº 80.281 e se incorporou definitivamente ao Sistema Único de Saúde - SUS, cuja criação se deu a partir da Constituição de 1988.

A ação educativa é uma oferta do Ministério da Educação e a gestão nacionalmente cabe à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Localmente a gestão do programa é feita pela Comissão de Residência Médica (COREME) e o desenvolvimento se dá em instituições de saúde, sob a orientação de profissionais médicos de elevada qualificação ética e profissional, sendo considerada o “padrão ouro” da especialização médica no país. 

A expressão “residência médica” só pode ser empregada para programas que sejam credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica e o médico residente que cumpre integralmente o programa de uma determinada especialidade ganha o título de especialista.

No Estado de Sergipe algumas instituições desenvolvem Programas de Residência Médica (PRM) dentre elas o Hospital de Urgência de Sergipe - HUSE cujos programas se caracterizam por serem prioritários para o SUS de Sergipe.
 
Assim, médicos interessados em um dos Programas de Residência Médica (PRMs) do Hospital de Urgências de Sergipe - HUSE; quais sejam: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Cirurgia do Trauma e Neonatologia, devem atentar para o Edital Nº 11/2017 pois as inscrições ocorrerão no período de 17/11/2016 a 30/11/2016.

Na Secretaria de Saúde de Sergipe a Residência Médica está vinculada à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que é a gestora direta do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) onde está sediada a Comissão de Residência Médica (COREME-HUSE).

A partir de 2014, por determinação da Secretaria de Estado da Saúde, a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) passou a apoiar a COREME-HUSE. Trata-se de apoio na dimensão pedagógica, logística e operacional que se pretende transversal em relação à Rede de Atenção à Saúde do SUS de Sergipe.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CONVITE



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Funesa e UFS se reunem para encaminhamentos sobre curso de Pós-Graduação.

Na tarde de 04 de abril aconteceu reunião na reitoria da Universidade Federal de Sergipe / UFS, com representantes da Secretaria de Estado da Saúde / SES (Lavínia Aragão) e Fundação Estadual de Saúde / Funesa (Sandra Ribeiro, Daniele Travassos e Francisco Santana) com o objetivou analisar o cenário envolvendo o curso de Especialização em Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Trata-se de uma ação educativa financiada pelo Ministério da Saúde / Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) que está sob risco de perda do recurso financeiro se não houver aprovação e definição de cronograma por parte dos entes envolvidos.
Técnicos da UFS, SES e Funesa em reunião na Reitoria.
A reunião foi conduzida pelo Prof. Marcionilo Lopes (chefe do gabinete do Reitor) - que ratificou o total interesse da UFS pelo curso e que a reitoria se empanhará para resolver as pendências e aprovar o curso na devida instância o mais breve possível -  e contou com a colaboração dos professores Valter Juviniano, Mário Adriano e Rosiane Dantas.

Na sequência os representantes da SES e Funesa contextualizaram o cenário, enfatizando o último contato de representante do MS / SGTES dando conta do risco de perda do recurso financeiro. A Profa. Rosiane Dantas (UFS) informou que o processo de criação do curso não foi incluído na pauta da última reunião do CONEP-UFS porque o professor relator não conseguiu concluir o parecer e a informação foi conformada pelo Prof. Marcionilo.

No segundo momento da reunião, passou-se a analisar as possibilidades de encaminhamentos, considerando que a próxima reunião do CONEP-UFS será no dia 25 de abril de 2016. Os integrantes da SES / Funesa questionaram a possibilidade de reunião extraordinária do conselho para apreciar e deliberar sobre o processo, o que não foi descartado pelos representantes da UFS. Francisco Santana sugeriu que essa reunião produzisse algum documento que pudesse ser encaminhado para o MS / SGTES e a sugestão foi acatada pela UFS. Por fim, o Prof. Marcionilo informou que fará contato imediatamente com o professor relator do processo , para garantir que o relatório esteja concluído o quanto antes para o caso de uma reunião do conselho antes da data regimental.

A reunião foi concluída com a elaboração do Ofício UFS Nº 007 / 2016 / CGR, destinado ao MS / SGTES.

domingo, 10 de abril de 2016

NPC - Funesa apresenta proposta de seminário para a direção da Funesa.

De acordo com o Capítulo III do seu Regimento Interno, o Núcleo de Produção Científica da Funesa (NPC-Funesa) tem os seguintes objetivos:
  • Fomentar a produção científica nas áreas educacionais e serviços que integram a estrutura da Funesa;
  • Centralizar a produção científica no âmbito da Funesa;
  • Desenvolver estratégias que possibilitem a participação dos profissionais da Funesa no desenvolvimento de pesquisas científicas;
  • Viabilizar apoio de profissional com conhecimento de estatística / bioestatística para as necessárias intervenções nos projetos e na execução das pesquisas;
  • Propor temáticas de pesquisas para execução ou submissão à Diretoria Executiva (Direx) da Funesa;
  • Viabilizar a execução de pesquisas científicas demandadas pela Direx da Funesa.
Membros do NPC-Funesa em reunião ordinária.
Não obstante os seus objetivos regimentais, o NPC-Funesa acompanha e discute o cenário político e administrativo relacionado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e seus desdobramentos para a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Sendo assim, considerando o cenário que a Funesa passou a lidar a partir da segunda metade do ano de 2014 e todo ano de 2015, onde foi vislumbrada, inclusive, a possibilidade de sua extinção pelo Governo Estadual, passamos a pautar o problema nas reuniões ordinárias, na perspectiva de oferecer alguma colaboração para os gestores que envolvesse a participação de todos os trabalhadores. Das reflexões do NPC-Funesa surgiu a ideia de propor um Seminário que ao final produzisse recomendações que poderiam ser consideradas pela direção da instituição.

Na manhã do último dia 08 de abril o Núcleo foi convidado a apresentar a proposta do "I Seminário Discutindo a Funesa" na Reunião Colegiada da Diretoria Operacional (Dirop) da referida Fundação. Esta reunião acontece mensalmente e participam todos os coordenadores ligados à Dirop e convidados de outras coordenações da instituição. A proposta foi apresentada pelo membro do NPC Francisco Santana, que esteve acompanhado da coordenadora e vice coordenadora do Núcleo - Tânia Santos Kenya Nóbrea, respectivamente.


I seminário (discutindo a funesa) from SANTANA, José Francisco de

Concluída a apresentação teve início intensa discussão, predominantemente, favorável à realização da atividade por entender a potencialidade e pelo inusitado de ter como principais protagonistas os trabalhadores e gestores. Enquanto encaminhamento, a proposta será discutida na instância da Diretoria Executiva da Funesa. A Sra. Sandra Ribeiro (Diretora Operacional) agradeceu a iniciativa do NPC-Funesa e sinalizou desejo de realizar o Seminário esse ano, caso receba sinal verde da Diretoria Executiva.   

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

NPC - Funesa apresenta pesquisa do SIM a gestores da SES de Sergipe.

Apresentar o resultado da pesquisa científica intitulada: "Estudo sobre o sentido e o significado do curso de codificação para qualificação do SIM em Sergipe: um diálogo com os alunos trabalhadores." foi o motivo do encontro na manhã do dia 15/12/2015 envolvendo pesquisadores do Núcleo de Produção da Fundação Estadual de Saúde (NPC - Funesa) e técnicos do segmento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde. O encontro aconteceu no Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, localizada no edifício Maria Feliciana.
O estudo foi iniciado em 2014 por se tratar de uma demanda de gestão inserida no Plano Anual de Atividades (PAA) da Funesa, do referido ano, e o seu desenvolvimento só foi possível porque contou com o empenho dos pesquisadores: Tânia Santos de Jesus, Kenya Idamara Mendonça da Nóbrega, José Francisco de Santana, Flávia Priscila Souza Tenório, Rosiane Azevedo da Silva Cerqueira e a colaboração de Maria Gorete da Rocha Santos, Dayanne Santana dos Santos, Daniele Marin Nardello, Márcia Dantas Ferreira de Santana, Quenaua Gouveia Nabuco e Daya Devi Souza de Oliveira. 

A reunião teve início com a apresentação do NPC-Funesa, realizada pelo pesquisador Francisco Santana, que fez uma retrospectiva do surgimento e das atividades do Núcleo de Pesquisa no âmbito da Funesa e enfatizou que foi o surgimento do mesmo que viabilizou o presente estudo. O núcleo de pesquisa já está se encaminhando para o segundo ano de instalação e efetivo funcionamento e os técnicos da SES presentes alegaram desconhecer. Elogiaram a existência e manifestaram desejo de participar. Francisco Santana sinalizou que está prevista para o inicio do ano de 2016 a revisão do Regimento Interno do núcleo  e a atualização desse documento deverá possibilitar a inserção de pesquisadores da SES e das demais fundações de saúde.

Coube à pesquisadora Flávia Priscila Souza Tenório apresentar o estudo que objetivou conhecer o sentido e o significado para um coletivo de trabalhadores, acerca de uma ação educativa desenvolvida pela SES e Funesa, envolvendo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Flávia trouxe detalhes do ritual metodológico que foi desenvolvido, ocasião em que informou que 04 (quatro) instrumentos (questionários) foram utilizados em momentos distintos e que o estudo foi submetido a Comitê de Ética em Pesquisa e recebeu a autorização CAAE Nº 33706114.8.0000.5546. Seguindo a observâncias dos aspectos éticos, a amostra da pesquisa foi constituída de quatorze (14) indivíduos e obtida de uma população de 20 alunos trabalhadores oriundos dos municípios de Tomar do Geru, Malhador, Itabi, Pacatuba, Ribeirópolis, São Cristóvão, Santo Amaro, Pinhão, Arauá, Muribeca, Maruim e Porto da Folha, envolvidos na atividade educativa.

Após a exposição teve início um debate considerando os qualificadores 1) Perfil sócio-demográfico, 2) Motivação para o trabalho, 3) Qualificação e 4) Repercussão da capacitação na prática; que foram definidos para analisar os resultados do estudo. Sobre o perfil dos sujeitos do estudo, concluiu-se que o percentual de trabalhadores com vínculo temporário é preocupante, uma vez que, periodicamente, é necessária a introdução de novos trabalhadores para exercer a função de codificadores do SIM, atividade esta que exige atualização e requer acúmulo de experiência. Sobre a motivação, a pesquisa evidenciou que 70% dos sujeitos sentem-se realizados ou muito realizados exercendo sua atividade profissional e 100% entendem a importância do registro do SIM. No que diz respeito à qualificação foi possível concluir que 71% esperavam que a atividade contribuísse para a melhoria no processo de trabalho; 93% avaliaram que a capacitação cumpriu os objetivos previstos na ação; 100% alegaram que a atividade educativa proporcionou conhecimentos novos; 100% avaliaram o material didático como muito adequado; 93% avaliaram que o instrumento (prova) utilizado para avaliar a aprendizagem foi muito adequado; 21% sinalizaram que outras metodologias deveriam ser utilizadas (exemplo: PBL, TBL); 93% afirmaram que o uso de dispositivos pedagógicos (exemplo: vídeos, músicas, dinâmicas, trabalhos manuais, etc.) contribuiriam para a melhor compreensão do tema; 57% apontaram que a carga horária foi insuficiente, corroborando com 42% de trabalhadores que possuíam menos de três anos de tempo de serviço. Os pesquisadores entendem que estes resultados apontam para a possibilidade de aquisição de novos saberes e podem levar ao desenvolvimento de novas competências, também ficou evidente a tendência de apego ao formato tradicional de ensino e aprendizagem, o que sinaliza para a necessidade de um olhar diferenciado para os sujeitos que são alvos de uma ação educativa.

A respeito da repercussão da capacitação na prática, 100% dos pesquisados tinham a expectativa de que a ação educativa melhorasse a atuação profissional em relação à codificação para a causa básica dos óbitos e 57% dos indivíduos relataram que sentiram dificuldades em aplicar as técnicas aprendidas na capacitação, devido a problemas relacionados à logística e infraestrutura; problemas relacionados ao SIM; e ausência de informações suficientes para alimentar o SIM. Parece evidente que não é suficiente o investimento apenas no indivíduo para que se tenham as repercussões de mudanças de práticas no serviço e necessária se faz a garantia das condições por parte da gestão para que a efetiva mudança aconteça. Transcorridos 5 (cinco) meses, os pesquisadores visitaram os territórios dos trabalhadores e aplicaram o último instrumento da pesquisa com o objetivo de conhecer o impacto da ação educativa no cotidiano do trabalho. Ficou evidente que as expectativas se confirmaram, uma vez que os sujeitos apontaram melhorias no processo de trabalho, sobretudo no que diz respeito à codificação e preenchimento de fichas.

De acordo com Tânia Santos, coordenadora do NPC-Funesa, a apresentação dos resultados da referida pesquisa para as áreas da Secretaria Estadual de Saúde foi um momento bastante significativo para o NPC e para todos que acreditam na contribuição que a pesquisa científica pode trazer para o SUS. Foi uma experiência bem exitosa para o NPC- Funesa e esse coletivo de pesquisadores tem muito a contribuir a partir da realização de estudos que podem referenciar a gestão do Sistema Único de Saúde.

Quenaua Gouveia, do Núcleo de Informações de Mortalidade (SIM) da SES, parabenizou a Funesa pela realização do estudo e pela possibilidade concreta de parceria que a SES dispõe. Segundo Quenaua Gouveia, a troca de informações é de fundamental importância para o trabalho que é desenvolvido pela área de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde.

Eliane Nascimento, do Núcleo de Planejamento Estratégico da SES, enfatizou a grande oportunidade que os dois setores terão em unificar o trabalho de Pesquisas e Informações. “O Sistema SIM e SINASC, devem mudar em alguns municípios para que os mesmos continuem atualizados. A informação é o foco das notificações para chegar a um resultado quantitativo e qualitativo eficaz”, afirmou Eliane.

SOBRE O SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE MORTALIDADE (SIM)
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), Departamento de Informática do SUS (DATASUS), o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) foi desenvolvido em 1975 com a finalidade de obter, regularmente, dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para subsidiar as diversas esferas de gestão da saúde pública. Trata-se de um produto resultante da unificação de mais de quarenta instrumentos utilizados ao longos dos anos, para coleta de dados sobre mortalidade no país, e cuja informatização aconteceu em 1979. Percorrendo-se a linha do tempo, observamos que o transcurso de doze anos coincide com a implantação do Sistema Único de Saúde(SUS); e o SIM, sob a premissa da descentralização, teve a coleta de dados repassada à atribuição dos Estados e Municípios, através das suas respectivas secretarias de saúde. Segundo o MS/DATASUS, portanto, o SIM é de abrangência municipal e estadual e tem a finalidade de reunir dados quantitativos e qualitativos sobre óbitos ocorridos no Brasil. As suas variáveis permitem, a partir da causa mortis atestada pelo médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas diversas; o que torna o SIM uma importante ferramenta para a eficiência da gestão na área da saúde.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Funesa planeja participar do InovaSUS 2015.

O CONCURSO RECONHECE, INCENTIVA E PREMIA PROJETOS E EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NO ÂMBITO DO SUS.

InovaSUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), que ocorre desde o ano 2011 no intuito de reconhecer, incentivar, valorizar e premiar iniciativas dentro do Sistema Único de Saúde. Tradicionalmente a abordagem do InovaSUS se restringia à experiências do campo da Gestão do Trabalho na Saúde. Entretanto, de acordo com a Portaria Ministerial nº 244, de 29 de setembro de 2015, a partir dessa quinta edição o Prêmio InovaSUS também deverá contemplar experiências inovadoras desenvolvidas na área da Gestão da Educação na Saúde. Para mais informações, o interessado deve acessar o Edital InovaSUS - Gestão da Educação na Saúde ou Edital InovaSUS - Gestão do Trabalho na Saúde. Trabalhadores e gestores do SUS; além de professores de instituições de ensino que tiverem projetos em desenvolvimento ou ideias para desenvolver no SUS estão convidados a se inscrever!

Este ano, devido à ampliação do espectro de abrangência do prêmio em função da inclusão de temas relacionados à Gestão da Educação na Saúde, técnicos da Fundação Estadual de Saúde / Funesa se sentiram motivados a participar e estão empenhados na definição de temas que poderão ser objetos de relatos de experiências inovadoras da Funesa no âmbito do SUS. A primeira reunião foi realizada no último dia 15 de outubro, ocasião em que a equipe da SGTES / InovaSUS esteve à disposição dos interessados para passar informações e esclarecer dúvidas acerca dos editais, através de bate papo virtual em rede nacional. Dessa reunião participaram técnicos e gestores representes dos seguintes setores da Funesa: Coordenação de Educação Permanente / COEPE; Coordenação de Pós-Graduação / COPGR;  Coordenação de Promoção e Prevenção em Saúde / COOPS; Escola Técnica do SUS em Sergipe / ETSUS-SE e Telessaúde Sergipe.
Técnicos da Funesa em reunião sobre o InovaSUS 2015
De posse dos editais e a partir das explanações da equipe da SGTES, os técnicos da Funesa ativeram-se aos temas a seguir, propostos pelo edital I (Gestão da Educação na Saúde), para definição dos rumos da participação no Prêmio InovaSUS 2015:
Na Modalidade I, Educação Permanente em Saúde para o SUS, os temas são:
a) Análise e mudança do processo de trabalho das equipes de saúde da gestão e da atenção do SUS;
b) Compartilhamento de saberes e construção de redes colaborativas;
c) Ações educacionais voltadas a qualificação dos trabalhadores e formação de preceptores;
d) Reconhecimento da dimensão educativa do trabalho nos processos de certificação pelas instituições de ensino;
e) Material pedagógico produzido em conjunto entre instituições de ensino e serviços de saúde.
Na Modalidade II, Integração Ensino-Serviço-Comunidade, os temas são:
a) Implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina;
b) Fortalecimento do processo de contratualização dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde.
No dia 15 de outubro os técnicos e gestores da Funesa voltaram a se reunir com o intuito de confirmar as modalidades e os temas que teriam experiências a serem submetidas, ficando assim definido: 
  1. Edital InovaSUS / Gestão do Trabalho na Saúde.
    1. O Plano de Emprego e Remunerações da Funesa / Avaliação de desempenho.
    2. O Projeto Saúde em Gotas.
    3. A Reforma Sanitária do SUS de Sergipe / modelo das fundações com ênfase na Funesa (experiência da Brigada Itinerante de controle da Dengue ou experiência do CAACE).
    4. Observação: Será consultada a SGTES sobre quais modalidades se encaixam essas propostas.
  2. Edital InovaSUS / Gestão da Educação na Saúde.
    1. Modalidade I - Educação Permanente em Saúde no SUS / Projeto Ciência em Gotas.
    2. Modalidade III - Ensino - Serviço - Comunidade / Projeto Telessaúde.
    AUXÍLIO.
    O fluxograma a seguir foi disponibilizado na home page do prêmio  e auxilia o interessado a cumprir as etapas necessárias para a efetivação da submissão do projeto no Concurso Prêmio InovaSUS.


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    Esta publicação é de autoria de José Francisco de SANTANA e foi viabilizada por informações disponíveis no ambiente denominado "Comunidade de Práticas" acessível pelo link https://atencaobasica.org.br/ e pelos apontamentos das reuniões realizadas na Funesa nos dias 15 e 16 de outubro de 2015.

    sexta-feira, 18 de setembro de 2015

    NPC-Funesa participa, efetivamente, da oficina do PPSUS em Sergipe.

    Ministério da Saúde, Fapitec-SE e SES-SE realizam Oficina de Prioridades de Pesquisas para o SUS de Sergipe e o NPC-Funesa participa efetivamente.

    Durante todo o dia de hoje (terça-feira, 15/09/2015) gestores federais, estaduais e municipais; além de técnicos e pesquisadores ligados às secretarias de saúde e às instituições de ensino e pesquisas do Estado de Sergipe, estiveram reunidos no Hotel Aquários, em Aracaju, participando da Oficina do PPSUS de Sergipe (Programa de Pesquisas para o SUS - SE).
    O evento teve inicio com uma abertura solene e apresentação das palestras: Indicadores de ciência e tecnologia no Estado de Sergipe / Prof. José Ricardo de Santana (Fapitec-SE); Conhecimento científico como base para Políticas Públicas em Saúde / Prof. José Augusto Barreto Filho (UFS); Análise da situação de saúde do Estado e os principais desafios / Prof. Marco Aurélio Goes (SES); A importância da definição de prioridades de pesquisa em saúde / Prof. José Eloy dos Santos Junior (DECIT).
    O Programa de Pesquisas para o SUS (PPSUS) é patrocinado pelo Ministério da Saúde, através do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e executado em todos os Estados pelas respectivas instituições de fomento à pesquisa, apoiadas pelas respectivas Secretarias Estaduais de Saúde.
    O objetivo da oficina foi definir as linhas e os problemas prioridades de pesquisas para o Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde – PPSUS Sergipe – Edição 2015, que comporão o próximo edital PPSUS – Sergipe, cuja publicação está prevista para o primeiro semestre de 2016.
    Grupo de Trabalho da Linha Temática "Vigilância em Saúde"
    A oficina foi organizada a partir de quatro Linhas Temáticas (Política de Saúde; Programas em Saúde; Gestão do Trabalho e Educação na Saúde; Vigilância em Saúde) todas definidas previamente em reunião da equipe técnica da Fapitec-SE com técnicos da SES e a Funesa participou da reunião através de Lavínia Aragão (Coordenadora da COPGR), ocasião em que colocou o NPC-Funesa à disposição para colaborar na relatoria da oficina, o que foi aceito de pronto. Sendo assim, o NPC-Funesa colaborou efetivamente da oficina, na relatoria de todas as linhas de pesquisas e na coordenação de linha, conforme discriminado a seguir:
    • Linha Temática "Políticas Públicas" / Relatoria (Kenya Idamara).
    • Linha Temática "Programas em Saúde" / Relatoria (Rosiane Azevedo).
    • Linha Temática "Gestão do Trabalho e Educação na Saúde" / Coordenação (Lavínia Aragão) / Relatoria (Tânia Santos).
    • Linha Temática "Vigilância em Saúde" (epidemiologia) / Relatoria (Francisco Santana).
    Além da contribuição intelectual para o sucesso da oficina do PPSUS-SE, mediante disponibilização de seus técnicos, a Funesa também contribuiu com a logística e operacionalização da atividade, através da cessão de equipamentos de informática (dois notebooks) e de projeção (dois data-show).
    A Profa. Tânia Santos apresentando em plenária o produto do grupo
    de trabalhou com a Linha Temática "Gestão do Trabalho e
    Educação na Saúde" 
    Ato contínuo à abertura, os grupos foram encaminhados para quatro salas distintas e iniciaram os trabalhos, simultaneamente, com a tarefa de discutir e chegar a consensos que possibilitassem relacionar sete problemas de pesquisa atrelados às linhas supracitadas. No final do dia os grupos se reuniram em plenária, ocasião em que todas as produções foram apresentadas e submetidas à apreciação no coletivo ampliado, o que favoreceu a formatação final.
    O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), Prof. José Ricardo de Santana, destacou que o evento é fundamental para o lançamento do novo edital do PPSUS, fruto do convênio com o Ministério da Saúde (http://www.fapitec.se.gov.br/?q=not%C3%ADcias/pesquisadores-e-gestores-debatem-demandas-de-pesquisas-em-sa%C3%BAde).
    “A oficina tem um papel fundamental no sentido de fazer a indução da comunidade de pesquisa para que ela trabalhe com temas de interesse da saúde, particularmente, as prioridades dos principais problemas da saúde. No momento, há uma conversa bastante interessante com alguns conflitos e entendimentos da comunidade de pesquisa com os gestores da saúde”.
    Em matéria publicada na página institucional da Fapitec-SE, o consultor técnico do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, José Eloy dos Santos, ressaltou que o PPSUS é um programa diferenciado por atender às demandas da saúde de cada Estado (http://www.fapitec.se.gov.br/?q=not%C3%ADcias/pesquisadores-e-gestores-debatem-demandas-de-pesquisas-em-sa%C3%BAde). 
    “O Programa Pesquisa para o SUS tem um diferencial porque ele é lançado por Estado, onde são verificadas as prioridades por Estado e tem a gestão compartilhada onde o Ministério entra com recursos e o Estado, através da Fapitec/SE, entra com a outra parte do recurso. Para a definição das linhas de pesquisa, nós temos a comunidade científica e os gestores que vão elencar as pesquisas necessárias atualmente e que podem ser aplicadas no SUS”, ressaltou.

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    Texto de autoria de José Francisco de SANTANA, revisado por Tânia Santos de Jesus, Kenya Idamara  de Mendonça e Flávia Priscilla Tenório. 

    quinta-feira, 21 de maio de 2015

    O que eu, realmente, tenho contra o SUS?

    Ultimamente, mais do que nunca, essa pergunta passou a ser básica e deveria ser feita por todos os brasileiros que acalentam o desejo de ver o Sistema Único de Saúde (SUS) superar todos os seus problemas e se tornar venerado como uma política de Estado no campo da Seguridade Social. O fato é que o SUS possui alguns perfis de desqualificadores: 1) existem aqueles que conhecem muito bem o potencial do sistema. Por isso torcem e fazem de tudo para que nada funcione e comemoram com fervor uma manchete desfavorável ao SUS. Eles precisam disso!; 2) existem aqueles que direcionam ao SUS críticas desprovidas de fundamento, devido ao total desconhecimento da lógica do sistema. Estes precisam de informação!; 3) existem aqueles que sofrem na pele a negação do seu direito integral, universal e equânime, quando buscam atenção no SUS que se propõe ser inclusivo e acolhedor.

    Os brasileiros que conhecem suficientemente o SUS e percebem o seu potencial de satisfação dos anseios da sociedade e assumem, de forma deliberada, a posição de críticos contumaz é porque percebem o SUS como inimigo número um dos seus projetos pessoais. Esse inimigo do SUS representa um obstáculo difícil de transpor. Ele só será superado quando a massa de brasileiros identificar o que, realmente, têm contra o SUS. Excluindo-se as forças ocultas (nem tão ocultas assim!) que atuam nos subterfúgios do sistema, eu tenho quase certeza que o que as pessoas imbuídas de boa vontade têm contra o Sistema Único de Saúde é queixa de falhas no atendimento; superlotação de serviços; demora na marcação de procedimentos; falta de insumos; qualidade ruim de serviços, etc. Todas essas questões podem ser inseridas nas categorias "Gestão" e "Financiamento". 


    Concordamos que não é fácil ser gestor quando se tem um orçamento desfavorável. Mas também é fato que ajustes simples em processos de gestão produzem bons resultados e um ajuste a ser considerado é o investimento político e financeiro na educação dos trabalhadores e usuários do sistema. Quanto ao financiamento, não só do SUS mas do próprio país, é fato que estamos vivenciando manchetes diárias da corrupção desenfreada que como fogo queimando no monturo abala os alicerces da mínima compreensão de cidadania. Acho que contra o SUS nada temos, além de pena!

    Autores:
    Flávia Priscila Souza Tenório.
    José Francisco de Santana.
    Tânia Santos de Jesus.

    Pílulas para Filosofar...